Querida Katy #4

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Katy Woods 

           Fiquei um pouco distante das pessoas no campo. Megan tirava fotos com o pai, e eu só queria respirar um pouco. Toda a conexão que senti em relação ao Louis me deixou sem ar, literalmente.

— Katy Woods? — Ouvi alguém me chamar e olhei para trás. Dean Furman, o meia de Doncaster. 
— Sim, eu. — Respondi. 
— Prazer, chamo-me Dean.
— Sim, eu sei. — Respondi. 
— Vamos comemorar hoje, pensei em chamar você. 
— Ah claro... — Antes que eu pudesse responder, ouvi Louis rindo ao lado dele. 
— É errado chamar uma menina de 17 anos para sair, não acha Furman? — Louis disse. O tom de ironia na voz dele me deixou constrangida. 
— Só estava a convidando. — Furman tentou se explicar. 
— Pode deixar que eu a levo. — Louis falou. — Furman nos deixe sozinhos, eu preciso falar com Katy a sós. 
— Claro.

           Louis não tirou os olhos de mim, ele esperou Furman tomar distância suficiente para dizer o que queria. Eu fiquei realmente preocupada quando Louis olhou para o chão. Sempre que ele olha para o chão é que ele está entrando em conflito com ele mesmo. 

— Eu não quero ver você falando com esse cara, entendeu? — Ele foi direto. 
— OK, mas por quê? — Cruzei os braços. 
— Ele não tem boas intenções em relação a você. E eu não quero que você fique com caras do time. — Ele falou, colocando as mãos na cintura. — Eu me preocupo com você, OK? Não quero que você se entregue pra qualquer cara. 
— Os caras ficam a fim de mim, você sabe bem disso, Louis. 
— Sim, eu sei. Katy você é uma menina atraente, você deve saber com quem pode ou não ficar. 
— Eu sei muito bem com que eu quero ficar, Louis. 

            Ele ficou quieto me olhando, e como esperei, ele desviou o olhar para o chão. Me senti gloriosa por essa reação do Louis. 

— Mas valeu pelo conselho. — Tentei quebrar o clima. 
— Sim... É, eu vou me trocar, procura por Megan, esperem no estacionamento. Eu não vou demorar.

Louis Tomlinson

            Essa menina. Katy Woods aprendeu direitinho a lição de como mexer com a cabeça de um homem. Eu não consigo mais pensar em nada. Ela só tem 17 anos e já se parece uma mulher. Eu não estou sabendo lidar com isso debaixo do meu teto. 

           Tomei uma ducha rápida antes de voltar para o meu quarto, vamos comemorar a vitória em uma pizzaria, porque as meninas vão com a gente, eu não quero levar as duas à uma boate. 

— Então quer dizer que o Tomlinson não está permitindo que a Katy fique com o Furman? Ela é uma menina muito gostosa, qualquer um quer tirar proveito. — Ouvi uma pessoa dizendo. 

          A minha única reação foi enrola a toalha na cintura e ir atrás do filho da puta que falou isso. Não vou permitir que falem assim dela. 

— Seus panacas, vocês não perceberam que ela só tem 17 anos? — Gritei. — Vocês não são capazes de controlar a porra dos hormônios dentro de si? Vão procurar foder uma prostituta, seus ridículos. Tenham um pouco de senso. 
— Calma, Louis. A gente só estava brincando. — Furman falou. 
— Eu não quero saber. Juro, se eu ouvir vocês falarem mais uma gracinha em relação a Katy, eu chuto o rabo de um pra fora desse time, com direito a uma chuteira enfiada no cu de cada um.
— Louis, não precisa ficar nervoso. 
— Katy tem a idade da minha filha, ela foi criada dentro da minha casa, é claro que eu vou defendê-la como se fosse minha filha. 
— Entendemos o seu ponto de vista, nos desculpe. 

           Eu não falei mais nada, apenas dei as costas e fui colocar alguma roupa. Essas coisas que eles têm falado sobre Katy me irritam, não é a primeira vez que eu ouço comentários do tipo. Tá, e dai se ela é atraente? Eu só acho que eles não deveriam olhar para ela e fazer comentários do tipo. 

           Megan e Katy estavam encostadas no meu carro como eu tinha falado. Achei engraçado que as duas ficaram caladas quando eu cheguei, porque com certeza, elas estavam falando algo que eu não deveria saber, mas que eu tenho que saber. 

— Ué, vocês não podem compartilhar o assunto comigo? — Perguntei, enquanto abria o carro. 
— Não. — Megan respondeu. 
— Então está bem. — Murmurei. Mas é lógico que eu vou descobrir. 

            As duas foram no banco de trás e ficaram brincando me chamando de chofer. As duas foram cantando até a pizzaria, o que não é muito bom para meus ouvidos, diga-se de passagem. Os caras do time estão me seguindo, cada um em seu carro. Como o jogo foi perto de casa, não houve a necessidade de usar o ônibus do time.

— Gostaram do jogo? — Perguntei. 
— Claro, pai. Doncaster Rovers sempre brilha. — Megan respondeu, rindo. 
— E você Katy? — Perguntei. 
— Ah, foi ótimo. — Ela respondeu, com desânimo. 

            Olhei para ela pelo retrovisor. Não demorou para os seus olhos encontrarem os meus. O olhar dela queria dizer alguma coisa, mas eu não posso descrever. Só sei que o olhar dela me afetou de um jeito, que não sei explicar.  

            Quando chegamos a pizzaria a lanchonete praticamente fechou só para nós. O que eu gosto. Uns caras reclamaram que queriam ir a uma boate, mas eu gosto de comemorar as minhas vitórias ao lado da minha menina.

             Assim que entramos na pizzaria Katy foi direto ao banheiro, e eu senti vontade de ir atrás dela. Eu estou parecendo um babaca, mas tenho que resolver essa situação. Por minha sorte, ela estava saindo do banheiro assim que cheguei. 

— O que houve? — Perguntei.
— Nada, por quê? 
— Está chateada comigo?
— Por que estaria?
— Não faça outra pergunta no lugar da resposta, Katy. Está magoada comigo? 
— Acho que não. 
— É por causa do Furman? Eu só quis te proteger. 
— Não tem nada a ver com o Furman, Louis. Nada mesmo. 

            Eu não sabia se era ou não para mim ficar aliviado com essa resposta. Tudo de ruim passou pela minha cabeça, ainda mais depois que eu lembrei que quase nos beijamos. Por um segundo essa garota quase me fez perder a cabeça, e ao lado da minha filha ainda. Quando veio me abraçar após o jogo, ela me olhou com um olhar de carência, como quem implorava por algo. Mas minha razão falou mais alto antes de beijá-la. 

— Tem a ver comigo? — Perguntei. — Falei ou fiz algo que você não gostou? — Acho que fui direto demais. 
— Na verdade, foi o que você não fez, Louis.

            Antes de conseguir responder, Katy saiu andando em direção à mesa, me deixou plantado alí, sem saber o que fazer. Entrei dentro do banheiro e lavei meu rosto. Eu não posso mais com essa menina. Ela está jogando comigo. E ela está fazendo papel de craque de seleção na boca do gol. O único problema vai ser se a bola sacudir a rede. 

           Depois de deixar minhas frustrações de lado, eu voltei à mesa. Sentei-me ao lado de minha filha, Katy como sempre, estava ao lado dela. O pessoal estava conversando animados, mas Katy e eu permanecemos calados, pensando em um único assunto: o beijo que não foi dado. Na verdade, no beijo que não era para ser dado.

— Tomlinson, qual é a sensação de ver o seu time ganhando mais uma vez? — James perguntou.
— Nem há o que dizer. — Respondi. 
— E em breve a equipe de natação vai ganhar as olimpíadas com a Katy. — Megan disse, sorrindo de orgulho da melhor amiga.
— Assim esperamos. — Katy falou. Ela sorriu, mas um sorriso falso.

           E a noite toda foi assim, Katy e eu não falamos. Talvez por estarmos pensando demais sobre o mesmo assunto. Mas tentamos interagir com todos, apesar do clima horrível que ficou entre nós dois. 

Katy Woods 

           Sempre fui muito segura de mim em relação aos caras, o problema é quando o cara é o pai da sua melhor amiga. Eu sempre tive uma paixão por ele, mas não liguei muito, mas agora que ele vem me correspondendo não será mais a mesma coisa.

— Vai lá para casa de novo, né Katy? — Megan perguntou, abrindo a porta do carro. 
— Não, dessa vez eu vou para a minha casa.  — Respondi. 
— Por quê?
— Eu não estou me sentindo muito bem. — Respondi. 

            Inventei que estava com cólica, eu não queria fica debaixo do mesmo teto com Louis. Eu não sei o que fazer, eu quero ficar com ele, ele quer ficar comigo, mas sabemos que é errado, sabemos que não podemos ficar juntos. E tudo que eu quero agora é ficar no sofá com a minha vó. Talvez ela me ajude.

             Quando cheguei em casa fui direto tomar banho, mas antes é claro, dei um beijo na minha vó. Coloquei uma roupa de dormir e fui me sentar no sofá com a minha avó. 

— Está bem, Katheryn? — Ela perguntou. 
— Não muito. — Respondi. 
— Deite-se aqui e me diga o que houve. — Ela disse, colocando uma almofada no colo dela. 

              Eu me deitei no colo dela, minha vó ficou alisando o meu cabelo. Ela sempre faz isso, é sempre assim que ela me conforta. Tenho que agradecer por ela ser a pessoa que me fez bem e que nunca desistiu de mim. 

— A senhora já ficou a fim de uma pessoa que você não pode ficar a fim? 
— Como assim, Katheryn? 
— É tipo... gostar de alguém, mas não gostar. É sentir atração física por uma pessoa. — Tentei explicar.
— Ah sim, claro. — Ela respondeu depois de ficar pensando por alguns segundos. — E por que você não pode ficar "a fim" dessa pessoa? — Ela disse, fazendo sinal de aspas com as mãos.
— Ele é mais velho que eu. 
— Oh Katy. 
— Eu sei que é errado, não precisa nem me dar lição de moral agora. 
— Mas você já teve alguma relação com ele? — Ela perguntou, visivelmente aflita. 
— Não. — Respondi. 
— Ai que bom, não quero problemas para você agora, Katy. — Ela respondeu, depois que deu um suspiro de alívio. — Eu posso saber quem é ele? 
— Um professor meu. — Menti. 

               Minha avó me contou uma historia de quando ela era adolescente e se apaixonou por um professor dela. Foi bom rir um pouco com a minha avó, só assim eu não pensei em Louis. 

              Antes de dormir o meu celular tocou. Era Ethan, e como de costume eu desliguei. Ele insistiu umas três vezes, então decidi atender.

Finalmente. Estou com saudades de ouvir sua voz. — Ethan falou. 
— Vai se foder, por favor. 
Só se for com você. — Ele riu. 
— Então sua virgindade vai voltar, porque eu não quero mais saber de você. 
Qual é gata? Eu sei que você quer voltar comigo, eu sei que você sente a minha falta.
— Não Ethan, eu não sinto. 
Vem aqui pra casa, a gente pode conversar, nos entender...
— Não, eu falei não. Vai procurar aquela loira oxigenada que você estava comendo atrás da quadra, porque comigo você não vai conseguir mais nada. Entenda isso. 
Não seja tão dura, Katy. Aprenda a perdoar as pessoas. Eu quero você agora, prometo que vou mudar. 
— Eu estou em outra. 
— Como assim?
Tenha uma boa noite. 

               Desliguei o telefone na cara dele. Não tenho mais saco nenhum para aturar ele. Eu nunca gostei dele, o que tínhamos um com o outro era apenas sexo, e acabou. Nós dois namoramos sério, mas não havia sentimento nenhum. Mesmo não gostando dele, eu não sou capaz de aceitar uma traição, porque depois quem saí de otária na história sou eu. 

              Mandei uma mensagem para Megan. 

"Ethan me ligou, e eu atendi. Ele me pediu para voltar, acredita?"

            E logo ela respondeu. 

"Sim, Ândrio disse que ele está que nem louco querendo voltar com você."

"Ele é um completo otário, eu que não vou levar fama de otária e nem de chifruda." 

"Você deve fazer o que acha melhor para ti. E ai, melhorou?" 

"Sim, era apenas cólica." 

           Trocamos algumas mensagens antes de ir dormir. E quando eu acordei, me xinguei incansavelmente por ter sonhado com Louis.



CONTINUA

         Gente, mil perdões pela falta de capítulos, meu oc está ruim e eu não sabia o que fazer. Aproveitei o pc da minha prima para postar para vocês. E em breve eu posto o próximo capítulo. Não fiquem com raiva de mim, eu amo vocês! COMENTEM! 

10 comentários:

  1. Posta mais capítulos por favor ,e os garotos do time também podia ser os meninos da banda e o tal dean furmam devia ser o harry

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. GRAÇAS A DEUSSSSSS! Já estava delirando para ler mais um capitulo.
    A fic ta muito boa. Eu estava torcendo muitooooo pra ter um beijo nesse capitulo mais não teve :(
    Quando eles vão ficar juntos? Vai ter hot? haaaaaaaaaa (momento Harry'69 aqui rsrsrs)
    Continuaaaa.

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  4. Esta fantastico! continua psl

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